Muniz vê movimento natural em migração de deputados e prevê novas saídas da base de Jerônimo

    Para o edil, as trocas de lado fazem parte do ritmo eleitoral e podem se intensificar caso o governo estadual não avance nas promessas feitas aos aliados

    Foto: Reprodução/PolitiQuestion e bahia.ba

    O presidente da Câmara Municipal de Salvador, Carlos Muniz (PSDB), avaliou nesta terça-feira (18) que as recentes movimentações de Nelson Leal e Cafu Barreto para o grupo de ACM Neto não representam surpresa no atual cenário político baiano. Para ele, as trocas de lado fazem parte do ritmo eleitoral e podem se intensificar caso o governo estadual não avance nas promessas feitas aos aliados.

    Em conversa com o bahia.ba, Muniz tratou o assunto com naturalidade. Segundo o vereador, cada liderança tende a se posicionar onde vê melhores condições para disputar o próximo pleito. “É normal… cada um escolhendo um lado onde quer ficar, onde vai disputar a eleição”, comentou, ao minimizar o impacto imediato das mudanças.

    O parlamentar, porém, projetou que o movimento pode ganhar força. “Ontem eu disse em entrevista que haverá muita mudança se o governador não cumprir aquilo que vem prometendo. Aí, eu tenho certeza que a mudança será muito grande e vai aumentar a possibilidade de ACM Neto vencer a eleição”, afirmou.

    Baixas seguidas na base governista

    O primeiro a deixar o grupo político do governador Jerônimo Rodrigues (PT) foi Nelson Leal (PP), ex-presidente da Assembleia Legislativa da Bahia. No dia 7 de novembro, ele anunciou apoio a ACM Neto (União Brasil) e assumiu a coordenação da pré-campanha do ex-prefeito. Leal também declarou que não disputará a reeleição em 2026 para se dedicar integralmente à nova função.

    Dias depois, na segunda-feira (18), foi a vez de Cafu Barreto (PSD), vice-líder do governo na Alba, migrar para o projeto de ACM Neto. O gesto reforçou o movimento iniciado por Leal e acendeu o alerta na base governista sobre possíveis novas mudanças nas próximas semanas.