Carnaval a essa altura já era. A Ômicron puxa nova onda do mal

    Terá o mesmo perfil da Delta, que provocou imenso alarido e não causou mais que isso, ou vai ser o descendente do corona que vai quebrar o efeito da vacina e adubar a pandemia?

    Foto: Wikimedia Commons/Divulgação Fapesp
    Foto: Wikimedia Commons/Divulgação Fapesp

     

    Ômicron. Eis o nome da maldição da vez. O que será que virá com ela? Terá o mesmo perfil da variante Delta, que provocou imenso alarido e não causou mais que isso, ou vai ser o descendente do corona que vai quebrar o efeito da vacina e adubar a pandemia?

    É exatamente essa incerteza que dificulta a tomada de tais decisões, já complicadas com as más notícias vindas da Europa, agora carimbadas com a Ômicron.

    Cláudio Tinoco (DEM), presidente da Comissão da Retomada de Eventos da Câmara de Salvador, deve apresentar terça o relatório após ouvir todos os segmentos. Mas admite: está ruim.

    — O clima não é lá muito animador. A Ômicron vai ser como a Delta? Acho que sim, mas ninguém tem certeza.

    E o próprio Bruno Reis, prefeito de Salvador, afirma que está cada dia mais difícil.

    Opinião Pública

    Até ontem, 20 capitais já haviam cancelado os festejos de Réveillon – Salvador incluída. São Paulo foi a última a anunciar. E Tinoco lembra que tem outro agravante:

    — Eu conversei com o pessoal lá de São Paulo, e eles me mostraram uma pesquisa em que 70% da população é contra. Com o povo reagindo assim, fica muito difícil.

    Cá também. Segundo o Instituto Paraná, 86,6% dos baianos são contra. Três semanas atrás, a pressão para marcar as discussões entre governo e os atores da organização da folia foi intensa, mas Rui Costa ao tempo que resistiu e ao que parece, estava certo.

    Apesar disso, nos quatro cantos de Salvador, de domingo a domingo, o cenário é de absoluta normalidade. O perigo vem de fora.