Carta enviada por Dilma não muda votos no senado

    Presidente afastada divulgou carta nesta terça-feira (16) em que tenta convencer senadores indecisos e propõe plebiscito para nova eleição

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    A tentativa de convencer alguns senadores com a carta carta ao Senado na tarde desta terça-feira (16),  não deverá surtir efeito para a presidente afastada Dilma Rousseff. Segundo informações do Blog da jornalista Cristiana Lôbo, nenhum voto deverá ser alterado nessa reta final e se o senador Renan Calheiros voltar, o número de defensores do impeachment poderá chegar a 60.

    O senador Otto Alencar (PSD-BA), comentou a estratégia ao blog e afirmou que considera a iniciativa “tardia e extemporânea”. Para o senador, que votou com Dilma nas duas votações prévias, a tentativa não deverá mudar convicções na câmara. “Minha tendência é manter o voto, até porque uma mudança agora poderia, para os que não me conhecem, parecer uma adesão.”

    Alencar não esconde, no entanto, que ficou muito satisfeito  com a iniciativa do governo Temer de adotar um projeto seu de revitalização do Rio São Francisco. “Minha vida é o rio, e isso mexeu comigo”, afirmou.

    Ainda segundo o blog, o presidente do PT, Rui Falcão, mostrou-se desfavorável quanto a proposição de um plebiscito e pareceu reconhecer que a situação da presidente não tem chances de ser revertida no Senado. “Infelizmente, até aqui, parece que ela não tem 28 apoiadores”, afirmou o petista.