Casarões do Centro Histórico de Salvador sob o olhar da Codesal

    Óbvio que o trabalho não é fácil. Ossos do ofício. Mas os primeiros pontapés já foram dados

    Foto: Luis Filipe Veloso/bahia.ba
    Foto: Luis Filipe Veloso/bahia.ba

     

    O Centro Histórico de Salvador tem 687 casarões plenamente georrefenciados. Se sabe quem é o dono, se está habitado ou não, as condições, se boas ou de risco e quais estão tombados pelo Iphan ou Ipac. Do ponto de vista oficial, algo absolutamente novo.

    O trabalho começou no fim de 2017, quando Sósthenes Macedo (foto) assumiu a direção da Coordenação de Defesa Civil de Salvador (Codesal). De cara, topou com um incêndio no Pelô. E, para a surpresa dele, todos leigos, bombeiros, Codesal e também a população, ninguém sabia o que tinha ali.

    A ideia é prevenir

    Óbvio que o ganho pioneiro foi o de instrumentalizar as ações preventivas. No Pelô, por exemplo, formou-se uma brigada contra incêndios, com a participação popular.

    Isso se encaixa como luva no projeto Revitalizar, que ACM Neto toca via Sedur, com o propósito de dar outra cara ao Centro Histórico da capital.

    Uma lei de autoria do vereador Edvaldo Brito (PSD) dá à prefeitura o direito de ficar com o imóvel caso o dono não queira cuidar, como acontece em boa parte.

    — O que se quer é ver como desdobrar, a destinação que se vai dar, se residencial, comercial e por aí. E também prevenir tragédias

    Óbvio que o trabalho não é fácil. No bojo já se encontrou morador de prédio de risco que recebe os benefício para não morar neles, mas continuava morando. Ossos do ofício. Mas os primeiros pontapés já foram dados.