Caso Tinoco x Eliete: Muniz pede diálogo e ação do Conselho de Ética

    "O que eu acho é que os vereadores não podem fazer acusações sem comprovação", afirmou o presidente da CMS

    Foto: André Souza / bahia.ba

    O imbróglio entre os vereadores Cláudio Tinoco (União Brasil) e Eliete Paraguassu (PSOL) repercutiu no plenário e chegou ao Conselho de Ética da Câmara Municipal de Salvador (CMS). O presidente da Casa, Carlos Muniz (PSDB), comentou o caso nesta terça-feira (9).

    No episódio mais recente, Eliete afirmou estar sendo perseguida por colegas. Questionado sobre o tema, Muniz ressaltou que a vereadora deve também acionar o Conselho de Ética para tratar do assunto.

    “É um problema interno da Casa. Quando a pessoa se sente acusada de algo, como o Tinoco sentiu, ele procurou o Conselho de Ética. Da mesma forma, se ela se sente ofendida, deve ir ao Conselho. O Conselho irá tomar todas as providências, ouvir a todos e tomar uma decisão. O que eu acho é que os vereadores não podem fazer acusações sem comprovação”, afirmou.

    Muniz disse ainda que é preciso diálogo entre as partes para evitar conflitos que desviem o foco da atividade legislativa.

    “Não é favorável que haja esse tipo de problema porque o povo quer ver seus problemas resolvidos. Quer que os vereadores votem os projetos que interessam a ele, que sejam melhores para a população de Salvador. Aqui deve ser debatido o que é do interesse de quem está lá fora, que elegeu a todos nós”, destacou.

    Ele concluiu afirmando que conflitos internos prejudicam a imagem da Câmara: “Eu espero que isso seja resolvido e que não haja brigas que façam a população se sentir órfã dos vereadores. Eu faço minha parte para melhorar a vida de cada cidadão. Se tem vereador que faz ou não faz isso, que a população reflita mais no seu voto.”