Cavalcanti: ‘Concessões da Fiol e do Aeroporto de Salvador são estratégicas’

    Secretário de Infraestrutura destacou ainda a geração de empregos proporcionada pelas duas obras; ferrovia terá investimento aproximado de R$ 2 bilhões

    Foto: Evilasio Jr/bahia.ba

    O secretário de Infraestrutura (Seinfra), Marcus Cavalcanti, avalia que será “muito positivo” para a economia baiana a inclusão da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) e o Aeroporto Internacional de Salvador entre os ativos que serão leiloados pela União para a iniciativa privada em 2017. O anúncio foi feito nesta terça-feira (13) pelo governo federal e vai tirar do papel um dos projetos mais ambiciosos de infraestrutura da Bahia: a Ferrovia de Integração Oeste Leste (Fiol). Iniciado em 2010, o empreendimento tinha conclusão prevista para 2013, mas sofreu uma série de atrasos devido a questões financeiras e ambientais.

    Conforme o titular da Seinfra, em entrevista na manhã desta quarta-feira (14) ao programa O Sistema É Bruto – 1ª Edição, na Vida FM 106,1 apresentado pelos  jornalistas Evilasio Junior e Toni Junior, a concessão dos dois equipamentos é estratégica por ter impacto direto nos setores de turismo e transporte. “Além de tudo são importantes para a geração de empregos”, enfatizou. Sem dar prazos para a finalização da Fiol, o secretário disse que o modelo de negócio que será adotado pela Fiol já foi discutido pelo governo do Estado junto aos investidores chineses interessados já foi aprovado pelo Palácio do Planalto. “Os chineses têm interesse não apenas de fazer a ferrovia, mas também na exploração de minério na região. Então, para eles a melhor opção é realizar a obra de uma forma rápida e eficiente”, sinalizou.

    Para Cavalcanti, a abertura dos dois projetos abre caminho também para a construção da Ponte Salvador-Itaparica, que embora tenha despertado o interesse de bancos internacionais e de grupos asiáticos, ainda não tem financiamento definido. “O projeto da ponte não passou agora, pois as concessões que foram escolhidas como prioridade para o governo são as de menor complexidade e custo”, pontuou.

    Pacote de concessões – Em todo o país, são 34 projetos nas áreas de energia, aeroportos, rodovias, portos, ferrovias e mineração que pretendem arrecadar R$ 24 bilhões em leilões previstos para ocorrer entre 2017 e 2018. Para a ampliação, manutenção e exploração do terminal aéreo da capital baiana estão previstos investimentos de R$ 2,2 bilhões, com valor mínimo da outorga de R$ 1,18 bilhão. As receitas estimadas ao longo dos 30 anos de concessão são de R$ 16 bilhões. O ágio e 25% da outorga serão pagos imediatamente.

    Já a Fiol receberá, pelos 537 quilômetros que serão concedidos no trecho baiano entre Ilhéus e Caetité, uma aplicação aproximada de R$ 2 bilhões. A obra é considerada vital para o transporte de minério de ferro a partir de Caetité, onde estão as minas da Bahia Mineração (Bamin), até o Porto Sul – importante complexo portuário que será construído em Ilhéus.

    Com o programa, o governo federal  pretende criar as condições necessárias para reorganizar a economia e para que o país possa voltar a gerar emprego e renda. O financiamento será feito por bancos públicos (BNDES, Caixa, Banco do Brasil) e privados, além de recursos do fundo de investimento do FGTS (FI-FGTS). Batizado de Crescer, o plano de concessões foi anunciado pelo presidente Michel Temer, após a primeira reunião do conselho do Programa de Parcerias em Investimentos (PPI).