Frase da vez
“É necessária a desgraça para provocar certas minas misteriosas ocultas na inteligência humana. É preciso a pressão para fazer estourar a pólvora.”
Alexandre Dumas, escritor francês (1802-1870)

O Centrão, conglomerado de 12 partidos (PP, PR, PSD, PTB, Pros, PSC, SD, PRB, PEN, PTN, PHS e PSL) que cobra de Michel Temer a conta por tê-lo apoiado contra a denúncia de corrupção feita por Rodrigo Janot, quer a cabeça de Antônio Imbassahy, hoje ministro da Secretaria de Governo.
Já mandou avisar que não mais o aceita como articulador político do governo. Nada pessoal. Apenas pelo fato de Imbassahy ser do PSDB, partido que se dividiu na votação.
O fato buliu com a banda da bancada baiana que foi leal a Temer. Ontem, o deputado Benito Gama (PTB) iniciou articulações para dizer, em conjunto, que não aceita.
– Imbassahy não chegou ao Ministério por nossa conta, mas hoje é nosso. Tirá-lo significa fragilizar a Bahia. E nós não aceitamos.
Temer já sinalizou que não pretende mudar nada nesse campo, mas Benito diz que demonstrar o apoio é fundamental.
Em suma, Imbassahy chegou lá por ser tucano, mas hoje é mais baiano.
Até agora, a crise não chegou ao Exército
Pergunta ao general Artur Costa Moura, comandante Militar do Nordeste:
– A crise já fez o Exército suprimir algumas das suas ações regulares?
– Por enquanto, não. Mas se houver cortes, com certeza seremos prejudicados.
O general Moura, que é baiano de Jequié, recebeu ontem da Assembleia a Comenda 2 de Julho, a mais alta honraria da Bahia, iniciativa do deputado José de Arimatéia (PRB).
No habitat
Na solenidade da homenagem, estava a nata militar na Bahia, do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, além do comandante da PM, Coronel Anselmo. Brincalhão como sempre, Ângelo Coronel (PSD), o presidente da Assembleia, disparou.
– Estou no meu habitat.

