Chefe do MP-RJ defende promotora que pediu afastamento do caso Marielle

    O procurador-geral de Justiça Eduardo Gussem destacou que os pais da vereadora queriam a permanência de Carmen Eliza Carvalho nas investigações

    Promotora Carmen Eliza Bastos de Carvalho é uma das responsáveis pela investigação do caso Marielle (Foto: Reprodução/Instagram)

    Em carta enviada a integrantes do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), o procurador-geral de Justiça do estado, Eduardo Gussem, defendeu o trabalho da promotora Carmen Eliza Carvalho, que pediu afastamento das investigações do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

    No texto, publicado pelo colunista Guilherme Amado, da Época, Gussem diz repudiar “qualquer tentativa de partidarizar” as atividades do MP e afirma que a promotora foi “atingida com ataques absolutamente desarrazoados, que ignoraram seus 25 anos de carreira, marcados pelo zelo,seriedade e técnica, bem como pela eficiência e resolutividade do seu trabalho”.

    Carmen pediu afastamento do caso após ser publicizado seu apoio a Jair Bolsonaro na campanha.

    O chefe do MP fluminense ainda destaca que os pais de Marielle e a viúva de Anderson manifestaram, em seu gabinete e diante de outras pessoas, o desejo de que a promotora continuasse no caso, “independentemente de suas escolhas políticas”.

    “Os ataques à reputação da promotora Carmen configuram não só um desrespeito às liberdades expressas no artigo 5º da Constituição Federal, mas também – e sobretudo – um irresponsável gesto de defesa dos criminosos”, defende o procurador-geral de Justiça.