Chefes das Forças Armadas na gestão Bolsonaro não deverão depor à CPMI, diz colunista

    Apesar do desejo da relatora Eliziane Gama, os três comandantes das Forças Armadas no governo Jair Bolsonaro não deverão depor à CPMI do 8/1

    Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

    De acordo com o colunista do Metrópoles Paulo Cappelli, apesar do desejo da relatora da CPMI do 8 de Janeiro, senadora Eliziane Gama, os três comandantes das Forças Armadas no governo Jair Bolsonaro (PL) não deverão depor à comissão parlamentar de inquérito.

    Cappelli aponta que os ex-chefes da Marinha, almirante Almir Garnier; do Exército, general Freire Gomes; e da Aeronáutica, brigadeiro Baptista Júnior, entraram na mira da CPMI após o ex-ajudante de ordens Mauro Cid dizer, em delação, que a cúpula militar discutiu um golpe de Estado, no ano passado, após a vitória eleitoral de Luz Inácio Lula da Silva (PT).

    Segundo o colunista, o que acontece é que o presidente da CPMI, deputado Arthur Maia (União Brasil – BA), só pautará a convocação do trio se os governistas aceitarem que, junto, também seja pautado o depoimento de integrantes da Força Nacional acusados por bolsonaristas de omissão na depredação aos Três Poderes.

    Ainda segundo Cappelli, Maia afirmou à coluna que ‘é necessário que haja equilíbrio. Não se pode votar unicamente requerimentos que beneficiem apenas um dos lados. Ou há acordo para que ambos os requerimentos sejam apreciados ou nenhum deles será’.

    O Metrópoles acrescenta que como o objetivo da oposição é relacionar a suposta falha da Força Nacional ao ministro da Justiça, Flávio Dino, aliados do governo não deverão aceitar o acordo proposto por Arthur Maia.