CNJ arquiva reclamação contra juíza bolsonarista ‘Tia Carminha’

    A parlamentar usou as redes sociais para elogiar as mobilizações golpistas que cercaram instalações militares

    Foto: Divulgação

    A reclamação disciplinar contra a desembargadora Maria do Carmo Cardoso (conhecida como “Tia Carminha”) que, no final do ano passado, usou as redes sociais para elogiar as mobilizações golpistas que cercaram instalações militares, foi arquivada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

    A magistrada do TRF-1 escreveu a seguinte mensagem nas redes, com a imagem da bandeira do Brasil: “Copa a gente vê depois, 99% dos jogadores do Brasil vive na Europa, o técnico é petista e a Globolixo é de esquerda, nossa Seleção verdadeira está na frente dos quartéis”.

    A decisão foi tomada por maioria na sessão plenária de 17 de outubro de 2023. Quatro acórdãos estão indisponíveis, possivelmente em segredo de justiça. Prevaleceu o voto do conselheiro Luiz Fernando Bandeira de Mello Filho.

    Foram vencidos o presidente do CNJ, ministro Luís Roberto Barroso, o corregedor nacional de Justiça, Luís Felipe Salomão (relator), e os conselheiros Vieira de Mello, Mauro Pereira Martins, Salise Sanchotene, e Jane Granzoto, que defendiam a abertura de PAD (Processo Administrativo Disciplinar) .

    Barroso determinara a suspensão dos perfis da juíza nas redes sociais Instagram e Twitter, decisão cumprida pelo Facebook Brasil e Twitter Brasil. Houve bloqueio integral das contas da magistrada em 13 de dezembro de 2022.

    Em sua defesa, a magistrada sustentou não ter sido autora de “quaisquer publicações capazes de caracterizar violação à legislação que disciplina a magistratura”. Afirmou que “sequer tem conhecimento ou se recorda” do teor da publicação”.