‘Coerência com que se prega na vida para chegar ao poder’, diz Reis sobre Aline no TCM

    Prefeito ressalta que a Alba sempre teve como tradição não abrir mão de indicar um deputado ou ex-deputado

    Foto: Fernanda Chagas/bahia.ba

    O prefeito de Salvador, Bruno Reis (UB), não só admitiu, ainda que nas entrelinhas, ser contra a candidatura da ex-primeira-dama, esposa do ministro da Casa Civil Rui Costa (PT), para a vaga de conselheira ao Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), como mandou um claro recado a quem a indica, o ex-governador Rui Costa.

    Primeiro ao avaliar que a Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) sempre teve como tradição não abrir mão de indicar um deputado ou ex-deputado e essa prerrogativa trata-se de um aspecto legal, regimental, que tem que ser levada em consideração. 

    Por tabela, ele disse que é ‘preciso coerência com tudo que se prega na vida para chegar ao poder’ e o que você pratica quando está com a ‘caneta nas mãos’, mas segundo o gestor, quem tem que levar isso em consideração é quem está indicando.  

    “O que eu vejo hoje na Assembleia é um sentimento de não abrir mão desse direito da Casa de indicar a vaga a um deputado ou ex-deputado que sempre foi uma tradição. A gente percebe que esse é o desejo”, declarou o prefeito, durante coletiva de imprensa em que apresentou novo mobiliário urbano de Salvador, na manhã, desta terça-feira (28). 

    E não parou aí, questionado pelo bahia.ba sobre a legitimidade da esposa de Rui Costa para concorrer ao posto, Reis vai mais além e sem citar o nome de Aline, destaca que o candidato oposicionista Tom Araújo (UB), por ter experiência na vida pública, “preenche todos os requisitos legais” para ser eleito para a vaga de conselheiro. 

    Por fim, ele não deixou de citar que é preciso se levar em consideração se preenche primeiro os requisitos legais, que é um aspecto que deve ser levado em consideração, depois se há legitimidade ou não, ‘também se há coerência com tudo que se prega na vida para chegar ao poder’. 

    “Uma coisa é o que você prega para chegar ao poder e quando você está no poder você pratica de forma diferente. Quem tem que levar isso em consideração é quem está indicando. Agora a gente tem um candidato [Tom Araújo] que tem legitimidade, preenche todos os requisitos legais, tem um excelente currículo”, concluiu o gestor, num claro recado ao ministro da Casa Civil Rui Costa.