Frase da vez
“Covardia é acumular as opções, nunca escolher, nunca errar, sequer ter algo para se arrepender”
Fabrício Carpinejar, poeta gaúcho (1972)

Se por estratégia ou convicção pessoal, sabe-se lá (é mais para a estratégia), mas ACM Neto declarou ao Estado de São Paulo que não entra no debate sobre um segundo turno entre Bolsonaro e Fernando Haddad:
— Eu me recuso a discutir que o Brasil ficará condenado a um segundo turno entre Bolsonaro e Haddad. Vamos com Geraldo até o fim e acreditamos na virada. Isso não é conversa fiada.
A pesquisa FSB/BTG Pactual e a do Ibope ontem divulgadas carimbam a tendência apontada por todas as outras já divulgadas, justo a que ele não quer: Bolsonaro ficou nos mesmos 33%, Haddad pulou de 16% para 23%, Ciro caiu de 14% para 10% e Alckmin subiu de 6% para 8% na FSB e 28% para Bolsonaro, 22% para Haddad, 11% para Ciro e 8 para Alckmin no Ibope.
Desacertos
Em síntese, todas as pesquisas sinalizam um segundo turno entre Bolsonaro e Haddad, o que para a oposição seria o coroamento de uma sucessão de desacertos após o impeachment de Dilma, em 2016.
Após a breve lua de mel de Temer com o poder, veio o escândalo Joesley que detonou a moral tucana, junto com Aécio Neves. Agora, Alckmin tenta dizer que quem elegeu Temer foi Dilma. Não cola
Depois vieram as malas de Geddel, a desistência do próprio Neto, a saída de João Gualberto de cena.
Aliás, Alckmin está na eminência de sofrer a maior das suas derrotas, algo inimaginável, pelo leque de apoios que formou. E com isso cria a cereja do bolo dos desacertos da oposição baiana.
O senador Magno Malta (PR-SC), de Santa Catarina, evangélico e coordenador da campanha de Bolsonaro, disse e repetiu domingo ante o Cristo da Barra, de cima do trio, a alto e bom som:
— Bolsonaro eleito uma das primeiras providências será tirar a embaixada brasileira em Israel de Tel Aviv e levar para Jerusálem.
Assustou até os bolsonaristas, que ficaram em silêncio. Vão meter o Brasil numa briga que ele nunca entrou.

