Com Bia Kicis à frente, oposição invade reunião de lideranças do Congresso por CPI mista

    Ao entrar na sala onde a reunião ocorria, alguns integrantes do grupo gritavam: "vai ter CPMI"

    Foto: Pablo Valadares/Agência Câmara

    Os membros presentes na reunião de liderança do Congresso presidida por Rodrigo Pacheco (PSD-MG) foram surpreendidos com a “invasão” de um grupo de deputados da oposição. Na oportunidade, os integrantes discutiam o adiamento da sessão marcada para ocorrer nesta terça-feira (18). As informações são do jornal O Globo.

    A oposição, liderada pelos deputados Coronel Chrisóstomo (PL-RO), Bia Kicis (DF) e Nikolas Ferreira (MG), pressiona Pacheco a ler o requerimento que cria a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Atos Antidemocráticos. Ao entrar na sala onde a reunião ocorria, alguns integrantes do grupo gritavam: “vai ter CPMI”.

    A base do governo defende o adiamento da leitura do pedido que cria a CPMI. Pelo regimento interno, Pacheco deveria ler nesta terça, o requerimento já possui o número de assinaturas necessárias — 171 deputados e 27 senadores.

    O pedido para adiar a sessão partiu do líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), e de líderes de partidos na Câmara. O argumento é a falta de previsão orçamentária para garantir o piso salarial da enfermagem, um dos itens a serem discutidos na sessão do Congresso.

    “Em função da centralidade da apreciação do mecanismo legal que dê conformidade à aplicação do Piso da Enfermagem e da não realização de sessão da CMO que trate desta pauta, solicitamos à vossa excelência o adiamento da sessão do Congresso Nacional previsto para o dia 18 de abril”, afirma nota assinada pelos líderes de PT, PSD, MDB, Podemos, Republicanos e PSB.

    Enquanto Pacheco discutia com os líderes, parlamentares da oposição passaram a registrar presença no Congresso. Para iniciar uma sessão, é necessário o mínimo de 85 deputados, às 12h40 havia já 145 presenças registradas no painel.