Com Haddad, PT acha que embala num momento de muitas incertezas

    Acham que o 13, número do partido, é sinônimo de Lula, e por isso tem o dom mágico de agregar os simpatizantes do ex-presidente

    Frase da vez

    “A pior das loucuras é, sem dúvida, pretender ser sensato num mundo de doidos”

    Erasmo Rotterdam, teólogo holandês (1466-1536)

    Foto: Ricardo Stuckert/ Divulgação | PT
    Foto: Ricardo Stuckert/ Divulgação | PT

     

    O PT oficializou ontem o que todos já sabiam: Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo, será o substituto de Lula. Esticou até onde deu, uma estratégia que pretendia deixar na urna eletrônica a cara de Lula, mesmo com um nome novo.

    Acham que o 13, número do partido, é sinônimo de Lula, e por isso tem o dom mágico de agregar os simpatizantes do ex-presidente. Haddad cresceu nas´pesquisas do BTG, Datafolha e ontem no Ibope quando pulou de 6 para 8.

    O PT resolveu o problema dele, mas nem por isso o cenário eleitoral de 2018 pegou um rumo que tire o país das incertezas que causam inquietações gerais.

    Haddad é o único que perde para Bolsonaro nas simulações de segundo turno apresentadas pelas pesquisas. Os petistas acham que agora, com ele oficialmente investido na condição de candidato, isso muda.

    Talvez sim. É certo que o jogo muda.

    Na banda dos que disputam votos no campo lulista, Ciro Gomes chegou a ensaiar a estratégia de atacar Lula, recuou e ficou nos mesmos percentuais, enquanto Marina Silva começa a dar sinais de declínio.

    No outro lado, Bolsonaro também cresceu no Ibope e Geraldo Alckmin, que disparava contra ele na esperança de conquistar os votos perdidos, estagnou. As próximas pesquisas são aguardadas com grande expectativa. Até agora, a 25 dias das eleições, as incertezas permanecem.