Com Lula de volta, o cenário mudou? Primeiros sinais indicam: Bolsonaro tem concorrência

    Uma disputa polarizada com temperos de ódio é nitroglicerina pura

    Fotos: Agência Brasil / Divulgação
    Fotos: Agência Brasil / Divulgação

     

    Pesquisa da CNN/Real Time Big Data divulgada esta semana foi feita segunda e terça, quando a liberação de Lula pela decisão do ministro Edson Fachin estava sendo anunciada. Deu Bolsonaro na frente, com 31%; Lula com 21%; Sérgio Moro com 10%; Ciro Gomes com 9%; Luciano Huck com 7%; João Doria com 4%; Amoedo com 2%; e Marina Silva em último lugar, com 1%.

    Claro que pesquisa agora para mensurar uma eleição daqui a um ano e sete meses nada diz. Mas dá sinais sobre os humores do cenário no momento. Quer dizer que, até aí, para o bem e para o mal, Bolsonaro surfava solto. Os postulantes à direita, como João Doria, empacados; e à esquerda, como Ciro Gomes, idem.

    Polarização

    Depois que Lula falou, contando suas dores e invertendo as posições, botando (ou querendo) Moro no banco dos réus, a Veja fez uma pesquisa pelo Twiiter, e deu Lula 37,9%; Bolsonaro com 34,3%; Ciro com 20,8%; e Doria com 7%.

    Com as ressalvas de que pesquisas hoje, de modo geral, são feitas pelos meios digitais, especialmente o telefone, e que tanto eventuais erros na forma quanto a distância das eleições pouco influenciam agora, um fato é objetivo: dá indicativos de que Lula é um candidato competitivo. Ou melhor, uma coisa é ele preso; outra é ele solto e falando.

    Se essa tendência se configurar, não dá para esperar nada de bom para o Brasil no futuro próximo. Combustível subindo, puxando a inflação, no meio de uma pandemia em que o desemprego disparou. Uma disputa polarizada com temperos de ódio é nitroglicerina pura.