Com novo governo, 22 mil empregados comissionados podem perder cargo

    Dos 23,1 mil ocupantes em cargos de livre nomeação, inicialmente cerca de 315 poderão ocupar essas vagas

    Foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press

    O governo de Jair Bolsonaro deve deixar cerca de 22,8 mil comissionados sem cargo na Esplanada dos Ministérios.

    Dos 23,1 mil ocupantes em cargos de livre nomeação, inicialmente cerca de 315 poderão ocupar essas vagas, considerando a possibilidade de nomeação total de integrantes efetivos e voluntários da equipe de transição, além dos nomes da confiança do vice-presidente eleito, general Hamilton Mourão.

    Nos 10 primeiros dias de governo, segundo o Correio Brasiliense, a previsão é de que os ministros escolham profissionais para preencher cargos-chave. A partir daí, semanalmente e ao longo de outros 90 dias, o governo fará reavaliações sobre a necessidade de inclusão ou até exclusão de postos.

    O estresse e as incertezas quanto ao futuro profissional não atingirá apenas os cerca de 22,8 mil comissionados, que estão na administração pública direta. Recairá, também, a outros cerca de 97 mil ocupantes de funções e gratificações técnicas na administração pública indireta.

    Segundo o futuro ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, o país conta com 120 mil funções “das mais variadas”.