Com subsídio aprovado em meio a críticas, Muniz afirma que cobrará explicações da prefeitura

    Conforme o presidente, ele fará um pedido o mais rápido possível para que a Arsal e a Semob enviem todos os documentos relacionados à planilha de custo do subsídio

    Com o projeto do subsídio de R$205 milhões encaminhado pelo Executivo municipal aprovado nesta terça-feira (14) pela Câmara Municipal de Salvador, em meio à críticas da oposição, o presidente Carlos Muniz (PSDB) afirmou em contato ao bahia.ba que a Casa fez sua parte em prol da população, mas que não deixará de cobrar da prefeitura explicações sobre a planilha de custos sobre os gastos orçamentários ao serviço de transporte público coletivo de passageiros por ônibus convencional e ao subsistema de transporte especial complementar.

    Conforme o presidente,ele fará,conjuntamente com a bancada da oposição, um pedido o mais rápido possível para que a Agência Reguladora e Fiscalizadora dos Serviços Públicos de Salvador (Arsal) e a Secretaria Municipal De Mobilidade (Semob) enviem todos os documentos relacionados à planilha de custo do subsídio, de forma que a Câmara possa avaliá-las com tempo hábil.

    “Até porque na realidade, a oposição tem razão em alguns pontos que questiona, mas não poderíamos deixar de fazer nossa parte como vereadores que nos preocupamos com a cidade e, fizemos o que nos que cabia que era votar e aprovar o projeto para que não viesse ocorrer um colapso com o transporte público na capital, porque quem iria sofrer com isso seria a população e, nós não poderíamos deixar que isso acontecesse. Então, nesse caso, fizemos nossa parte e esperamos que o Executivo faça a dele a partir de agora”, cobrou o chefe do Legislativo municipal.

    Conforme ele explica, os vereadores, a Câmara precisa dessa transparência.

    “Nós, enquanto vereadores, fiscais do povo, precisamos dessa transparência, das planilhas de custos, para fazermos uma avaliação. Dessa forma, assinarei com os vereadores de oposição para que o secretário da Semob [Fabrizio Muller] e o diretor da Arsal [Marcus Passos] passe isso o mais rápido possível aqui para a Câmara, para que nós possamos ter acesso às planilhas de custo”, reiterou Muniz em conversa com o site.

    Dentre os parlamentares que engrossaram o coro dos insatisfeitos estavam: a líder da oposição, Laina Crisóstomo (PSOL), a petista Marta Rodrigues e o socialista, Silvio Humberto.

    Conforme Silvio Humberto, as contrapartidas foram muito pífias e não vão romper o círculo vicioso do que ele classifica como ‘imobilidade urbana da cidade de Salvador’. Ainda, as negativas em torno das 11 emendas apresentadas pelo grupo contrária em que apenas uma foi aprovada também gerou bastante descontentamento.