Maia diz que votação da reforma acabará com ‘desculpas’ do governo

    Segundo aliados do presidente da Câmara, o deputado não quer arrastar mais a tramitação da proposta

    Foto: Isac Nóbrega/PR

    O  presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), participou de uma reunião no Credit Suisse na quinta-feira (27). De acordo com informações da coluna Painel, do jornal Folha de S.Paulo, na ocasião, o deputado falou sobre a reforma da Previdência. 

    “Vou colocar a reforma em votação até 18 de julho. Se os partidos vão estar prontos, é outra coisa”, disse Maia. 

    Dessa forma, o presidente afastou a ideia de arrastar a tramitação da proposta. 

    Aliados do parlamentar disseram à Folha que o projeto é hoje um biombo para o governo, que atrela sua decolagem à aprovação do texto. Segundo relatos, para Maia, “quando passar, acabou a desculpa: ‘Agora é contigo, amigo’”.

    Pessoas próximas a Maia avaliam que ele chamou tanto para si a responsabilidade da aprovação da reforma da Previdência que, neste momento, seria muito difícil se distanciar de um eventual fracasso do cronograma ou mesmo da derrota da proposta na Câmara.

    Ainda segundo a Folha, há,  no entanto, articulação para não entregar o doce ao governo tão facilmente. Enquanto a Casa Civil fala na aprovação do texto no Senado ainda em agosto, na volta do recesso, nos corredores do Congresso parlamentares apostam que a reforma vai ficar na Casa, no mínimo, de 30 a 60 dias.