Com Wagner, o PT demarca território para 2022. Garante a cabeça de chapa

    Demarcação de território para o PT. Melhor dizendo: está avisando que em 2022 o partido quer a cabeça da chapa que sempre teve

    Foto: Mateus Soares/ bahia.ba
    Foto: Mateus Soares/ bahia.ba

     

    Jaques Wagner já disse e reafirmou: é candidato ao governo em 2022. E alguns leitores nos perguntam: com tanto tempo de antecedência dá para levar a sério?

    Sim, mas a resposta embute outra pergunta: por que ele faz isso agora?

    Simples. Demarcação de território para o PT. Melhor dizendo: está avisando que em 2022 o partido quer a cabeça da chapa que sempre teve, com o próprio Wagner em 2006 e 2010 e com Rui Costa em 2014 e 2018.

    Óbvio que o cenário confuso de agora força a situação. Nas vezes em que o PT venceu com Wagner e Rui, o partido surfava no plano federal com Lula lá, e depois com Dilma. O único a vencer na história recente sem uma boa conexão federal foi Rui Costa em 2018, com a ressalva: mas também ninguém tinha.

    Embolada

    A questão do ponto de vista governista é como arrumar a casa. Rui Costa também admite a possibilidade de entrar na disputa presidencial, mas o que se diz no entorno é que ele fica no governo até o fim. E aí entra outro nó a desatar. Hoje, o PT governa com um tripé que tem Otto Alencar (PSD) no Senado e João Leão (PP) na vice-governadoria.

    Em 2022, o mandato de Otto acaba, e ele pode disputar a reeleição; mas o de Leão acaba também, e ele, já reeleito, só tem o Senado se for para ficar na mesma chapa.

    Seja como for, é cedo. Os links federais que muito importam ainda são confusos para todos (ACM Neto incluso).