Comissão de Valores Mobiliários vai julgar Gabrielli por irregularidades

    Sua sucessora na Petrobras, Graça Foster, também vai responder por supostas irregularidades em oferta pública da estatal

    Foto: Geraldo Magela/ Agência Senado

    A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) vai julgar no dia 11 de julho os ex-presidentes da Petrobras José Sérgio Gabrielli e Graça Foster por supostas irregularidades na condução da oferta pública de ações da Petrobras, que levantou US$ 69,9 bilhões em 2010. Também estão na lista de acusados a própria companhia e o Bradesco BBI, líder da oferta, o ex-diretor de Relações com Investidores da estatal, Almir Barbassa, e o executivo do banco Bruno Boetger.

    O processo foi aberto em 2015, a partir do pedido de interrupção da Assembleia Geral Extraordinária (AGE) de 25 de maio daquele ano por acionistas detentores de papéis preferenciais da estatal.

    Em 2016, a autarquia rejeitou uma proposta de acordo de R$ 880 mil para extinguir o caso sem julgamento do mérito. A CVM pôs em xeque a veracidade das informações prestadas no prospecto da capitalização depois que os minoritários sustentaram que teriam direito a voto na AGE, em função do não pagamento dos dividendos naquele ano.

    Para o Bradesco BBI, a Lei do Petróleo não criou para as ações PN da Petrobras um regime excepcional ao da Lei das S.A.. O coordenador da oferta de ações diz que essa era a interpretação que conhecia à época da operação.