Condenado duas vezes na Lava Jato, Dirceu vira réu pela terceira vez

    O juiz federal Sérgio Moro aceitou a denúncia contra o ex-ministro, porém suspendeu a tramitação do processo por um ano

    Foto: Ed Ferreira/ Estadão Conteúdo

    Já condenado duas vezes na Lava Jato, com penas que chegam a 41 anos de prisão somadas, o ex-ministro José Dirceu virou réu em mais uma ação decorrente da operação, acusado de receber propina da Engevix e da UTC, segundo o G1.

    O juiz federal Sérgio Moro aceitou a terceira denúncia contra o ex-ministro, porém suspendeu a tramitação do processo por um ano.

    O advogado de Dirceu, Roberto Podval, disse que a decisão do magistrado foi uma vitória para a defesa. “Determinar que o processo fique parado por um ano é uma forma de dizer que não tem o menor cabimento”, declarou.

    Conforme denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF), as propinas eram pagas por acertos de contratos da Petrobras, por meio da influência de Dirceu sobre a Diretoria de Serviços da estatal.

    No caso da Engevix, o MPF diz que foram R$ 900 mil em pagamentos à Entrelinhas, empresa que prestou serviços de comunicação ao ex-ministro.

    Já a UTC pagou R$ 1,5 milhão, segundo a denúncia, por supostos serviços de consultoria da empresa de Dirceu, a JD Consultoria, mas sem nenhum serviço prestado.

    Em maio do ano passado, Moro determinou que o ex-ministro deixasse a prisão com tornozeleira eletrônica.