Congresso zera verba de comissão de Nikolas e amplia R$ 2,7 bilhões para saúde

    O projeto também retirou quase R$ 1 bilhão reservado ao Ministério das Cidades, principalmente para ações de mobilidade urbana e saneamento básico

    Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

    O projeto que remaneja R$ 2,85 bilhões da verba das emendas de comissão e turbina, em ano eleitoral, as transferências a fundos de saúde de estados e municípios foi aprovado pelo Congresso nesta quarta-feira (29).

    Para mover estes recursos, os deputados e senadores zeraram os cerca de R$ 180 milhões previstos para a Comissão de Educação da Câmara, presidida pelo bolsonarista Nikolas Ferreira (PL-M). Praticamente toda a verba remanejada foi direcionada ao Fundo Nacional de Saúde.

    O projeto também retirou quase R$ 1 bilhão reservado ao Ministério das Cidades, principalmente para ações de mobilidade urbana e saneamento básico. O Ministério da Defesa perdeu R$ 97,9 milhões que serviriam para a construção de navios-patrulha.

    O Congresso decidiu adicionar R$ 2,84 bilhões em recursos que são distribuídos para ações de média e alta complexidade, como cirurgias e exames, e para a atenção primária.

    Segurança também teve corte – O remanejamento também cortou R$ 405 milhões previstos para a segurança pública e R$ 40 milhões que serviriam para compra de alimentos da agricultura familiar, entre outras ações orçamentárias.

    O próprio Ministério da Saúde perdeu cerca de R$ 150 milhões em algumas ações, medida tomada já no plenário do Congresso para evitar corte direcionado ao Ministério das Mulheres. O saldo para a Saúde após a aprovação do texto foi de cerca de R$ 2,7 bilhões a mais em emendas.