‘Continuidade do massacre e racismo contra povos originários e quilombolas’, diz petista

    Vereadora Marta Rodrigues classifucou aprovação do marco temporal das terras indígenas como retrocesso

    Foto: Valdemiro Lopes/ CMS

    A vereadora de Salvador Marta Rodrigues (PT), avaliou como um retrocesso a aprovação do Marco Temporal das terras indígenas. De acordo com a petista que preside a Comissão de Direitos Humanos e de Defesa da Democracia da Câmara Municipal de Salvador, esta aprovação é um retrocesso ‘sem tamanho’ e foi uma votação favorável a um ‘genocídio legislado’.

    “Este projeto é nitidamente uma tentativa de exterminar a população indígena e os quilombolas, atacando sua cultura e retirando suas terras, para que suas histórias, trajetórias e manutenção sejam eliminadas do país”, afirmou Marta.

    Segundo a petista, o Projeto de Lei 490, que foi aprovado na noite dessa terça-feira, tem argumentações que demonstram o racismo latente no Brasil e na Câmara dos Deputados, uma vez que ignora a violência e o massacre sofrido por essa população ao longo dos anos.

    “É um absurdo que ao invés de trabalharmos a reparação social, dirimindo as consequências de um período colonial, escravocrata, perverso e cruel, a Câmara dos Deputados esteja apenas validando o racismo e esse genocídio, trazendo ainda mais insegurança jurídica a esta população”, acrescentou a parlamentar.