Coronel diz que reforma tributária será paliativa se não atacar elisão fiscal

    Prática ocorre quando uma empresa deixa de pagar impostos usando ao máximo todas as brechas possíveis que a lei oferece

    Foto: Waldemir Barreto / Agência Senado

    O senador Angelo Coronel (PSD-BA) afirmou que, se aprovada no Congresso, a proposta de reforma tributária será paliativa se não atacar uma prática que no Brasil é conhecida como elisão fiscal —quando uma empresa deixa de pagar impostos usando ao máximo todas as brechas possíveis que a lei oferece. Não se trata, contudo, de um crime.

    “Nós, brasileiros, pagamos a maior taxa de imposto do mundo e precisamos reduzi-la para fomentar o emprego e a renda. Mas não adianta pensar em reduzir a carga tributária da pessoa física sem pensar nas empresas. Para isso, temos que atacar a elisão fiscal, que são as brechas da lei. Esse é um problema que faz com que uns paguem muito e outros não paguem nada”, avalia Coronel.

    “Também precisamos urgentemente fechar o descaminho para que não entre produto sem pagar imposto no Brasil. Destinar recursos para ampliar a fiscalização das nossas fronteiras é o caminho. Sem combater o descaminho e a elisão fiscal será uma reforma do faz de conta. Vamos trabalhar para uma reforma que seja perene. Não um paliativo”, diz o senador.