Frase da vez
“A mudança é a lei da vida. E aqueles que apenas olham para o passado ou para o presente irão com certeza perder o futuro”
John Kennedy, ex-presidente dos EUA (1917-1963)

O afastamento de 157 servidores, entre comissionados e a devolução de outros alojados na Assembleia, tem um foco claro, segundo o novo presidente da Casa: extirpar os fantasmas.
— Isso não dá para tolerar.
Seria Coronel um falso moralista daqueles que condenam nos outros atos que logo a seguir ele passa a praticar?
Coronel não é santo, vá lá. E nem Marcelo Nilo o diabo.
A questão é que Nilo passou dez anos no comando da Casa. E inexoravelmente descambou para uma lógica da política: todo poder quando envelhece, apodrece.
Se da era de Nilo não se pode dizer que haja escândalos, desvios de conduta de alto coturno, com certeza havia alguns equívocos que todos cometem, no caso em apreço, acumulados.
Coronel diz pretender economizar algo em torno de R$ 3 milhões, mas admite que embora tenha devolvido 57 servidores aos seus órgãos de origem, alguns casos serão revistos. Exemplo: Graciliano Bonfim, procurador da Prefeitura de Salvador e também da Assembleia, que ele já anunciou que vai manter, mas está na relação do Diário Oficial entre os servidores devolvidos.
Mas outros serão riscados do mapa. No bolo, tinha até funcionário da Assembleia do Pará. Além de outros que nunca pisaram lá e nem bateram um único prego.
Seja como for, o caso reforça outra lógica da política: a alternância é um bem. Às vezes não dá certo ou até piora, mas quase sempre é salutar.
Oposição na TV
A TV Assembleia está com a oposição. Coronel nomeou como Diretor da Fundação Paulo Jackson, que administra a emissora, o amigo pessoal e ex-assessor do vice-prefeito de Salvador, Bruno Reis.
Igor Thomaz de Carvalho Dominguez já ocupava a chefia de Assessoria de Planejamento na Casa, indicada pelo vice-prefeito, quando ainda era deputado. Agora, a indicação é do bloco da oposição.
Na campanha, a oposição chegou a pedir a Marcelo Nilo o comando da TV Assembleia. E ele não topou.
Governistas desconfiados
—Alguns deputados estão desconfiados. Acham que a TV Assembleia pode servir de máquina política. A programação agora é transmitida para todo o interior do estado. Provocado, Coronel rebate:
— O rapaz já estava aqui. Agora, a chance de uso político é zero. Se assim fosse, se deveria temer TV Senado e TV Câmara. E, além disso, quem toma conta sou eu, o presidente da Casa.
Dia do parlamentar
Hoje, às 14h, o Coronel em companhia de Zé Neto (PT), líder do governo, e Leur Lomanto (PMDB), da oposição, vão dar uma coletiva. A ideia é acelerar a votação de projetos de deputados:
— Eu mesmo tenho 24 anos aqui e apresentei 62 projetos. Só foi votado um. Vou fazer das quartas-feiras o dia do deputado. Só vamos apreciar projetos de deputados. Talvez com isso a gente acabe esse negócio da Assembleia só ficar dando títulos de cidadania e comendas.

