‘Corruptos são escravos da ganância’, diz procuradora-geral da República

    Raquel Dogde defendeu que o Ministério Público inclua na sua agenda “a luta pelo fim da impunidade”

    Foto: Reprodução/ NBR

    Em palestra no 34.º Encontro Nacional dos Procuradores da República em Porto de Galinhas, Pernambuco, a procuradora-geral da República, Raquel Dogde, atacou, nesta quarta-feira (1º), a corrupção e citou a operação Lava Jato.

    “Escravos e corruptos nos lembram que, em uma sociedade profundamente desigual, e onde o patrimônio público, comum a todos, tem sido corrompido na elevada proporção revelada pela Lava Jato, o Ministério Público deve sempre agir com firmeza e coragem, sob as balizas da lei”, disse.

    “Há os corruptos, que são escravos da ganância e perpetuadores da desigualdade, porque suas condutas não só desviam recursos públicos necessários para socorrer os mais necessitados, como promovem a nociva ideia de que alguns estão acima da lei”, acrescentou.

    Ainda na sua fala, a procuradora-geral pregou a inclusão na agenda do Ministério Público “a luta pelo fim da impunidade”.