CPI da Covid: Justiça autoriza condução coercitiva de empresário Marcos Tolentino

    Tolentino é apontado como sócio oculto do FIB Bank, que deu uma carta de fiança irregular para a compra da Covaxin pela Precisa

    Foto: Reprodução / Youtube

    A Justiça Federal de Brasília autorizou a intimação e, se necessário, a condução coercitiva do empresário Marcos Tolentino para depor na CPI da Covid, caso ele não compareça espontaneamente.

    Seu depoimento foi remarcado para esta terça-feira (14), após o depoente ter faltado na primeira data ao alegar problemas de saúde.

    Tolentino é apontado como sócio oculto do FIB Bank, empresa que deu uma carta de fiança irregular para a compra da vacina indiana Covaxin pela Precisa Medicamentos. O contrato entre a Precisa e o governo federal foi rompido após a Comissão Parlamentar de Inquérito denunciar uma série de suspeitas de fraudes e irregularidades.

    No final de agosto, Tolentino não compareceu à data prevista para seu depoimento após se internar no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. O atestado apresentado alegava que ele teria tido formigamentos no corpo.

    O juiz federal Francisco Codevila afirmou que “a postura da testemunha de não comunicar a CPI o motivo que levou a sua ausência na data para a qual anteriormente convocada a depor, se revelou como evasiva e não justificada”.