Cunha ataca delação de Funaro e critica estratégia: ‘Desmoralização’

    O movimento do ex-deputado ocorre no momento em que estão travadas as conversas sobre a sua própria delação

    Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

    O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), criticou por meio de nota a colaboração premiada do doleiro Lúcio Funaro – apontado pelas investigações da Lava Jato como seu operador de propina.

    “Repudio com veemência o conteúdo [dos depoimentos de Funaro]. [Trata-se] de mais uma delação sem provas, que visa a corroborar outras delações também sem provas, onde o delator relata fatos [de] que inclusive não participou e não tinha qualquer possibilidade de acesso a informações”, escreveu Cunha, segundo a Folha.

    O ex-presidente da Câmara diz que as delações chegaram “ao ponto máximo da desmoralização”. “Basta concordar com qualquer coisa que a acusação encomendar para obter infinitos benefícios”, declarou.

    O movimento de Cunha ocorre no momento em que estão travadas as conversas sobre sua própria delação, negociada há meses com a Procuradoria-Geral da República (PGR), sem sucesso.

    Os investigadores rejeitaram assinar acordo com os dois presos, por entender que a dupla atuava em conjunto e forneceria informações semelhantes, o que não justificaria a concessão de benefícios para ambos.

    A delação premiada de Funaro foi homologada no início de setembro pelo Supremo Tribunal Federal (STF).