Cúpula do PL quer distanciamento de Jair Renan, diz colunista

    Valdemar da Costa Neto quer desvincular a imagem do partido do filho de Bolsonaro, pois ele não tem mandato eletivo pela legenda

    Foto: Reprodução/Instagram

    Valdemar da Costa Neto, presidente do PL, comunicou a seus aliados o desejo de se distanciar o máximo possível das investigações que envolvem Jair Renan, o filho 04 de Jair Bolsonaro (PL). Na última quinta-feira (24), Jair Renan foi alvo de uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal relacionada a acusações de estelionato, falsificação de documentos, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro. A informação é da colunista Andreia Sadi, do site G1.

    Apesar de ocupar o cargo de assessor de um senador do partido e receber um salário mensal de R$ 9,5 mil, Valdemar, como líder partidário, segundo a publicação, considera que não é vantajoso para a legenda se envolver publicamente na defesa do investigado. O filho 04 não detém mandato parlamentar nem possui uma influência política substancial que justifique um maior comprometimento da sigla.

    Essa postura contrasta com a abordagem adotada em relação a outros membros da família Bolsonaro, como Flávio e Eduardo Bolsonaro, e até mesmo Carla Zambelli, que foi abandonada pelo círculo próximo da família, mas ainda conta com abrigo no âmbito de Valdemar.

    Diferentemente de Jair Renan, os três mencionados não apenas possuem mandato político, mas também um capital político significativo, especialmente visando as eleições municipais de 2024, quando Valdemar planeja conquistar pelo menos mil prefeituras.

    Em outro episódio, o filho 04 já foi marginalizado até mesmo por seu próprio pai. Quando Jair Renan foi alvo de outra operação, relacionada a tráfico de influência, Bolsonaro expressou incerteza quanto à sua inocência, afirmando que o jovem de 24 anos leva uma vida separada dele há algum tempo e que ora e pede proteção divina a ele.

    Atualmente, Jair Renan desempenha a função de assessor do senador de Santa Catarina, Jorge Seif (PL). Logo após sua nomeação no início do ano, ele se mudou para Balneário Camboriú, em Santa Catarina.