Damares diz que não tem ‘dever algum’ de custear Memorial da Anistia

    Resposta foi dada ao Ministério Público Federal (MPF) após o órgão questionar a descontinuidade das obras

    Foto: Valter Campanato/ Agência Brasil

    O Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos afirmou que não tem “dever algum” de investir recursos públicos na construção de um Memorial da Anistia. A pasta cancelou as obras de um museu na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

    As informações são da coluna de Mônica Bergamo, do jornal Folha de S.Paulo.

    Segundo a publicação, a resposta foi dada ao Ministério Público Federal (MPF) após o órgão questionar a descontinuidade das obras. O anúncio foi feito em agosto pela ministra Damares Alves.

    O documento enviado ao MPF acrescenta que a construção de um Memorial da Anistia é “contraditória nos seus termos”, já que anistia “significa ‘esquecimento’”. “Um Memorial da Anistia seria algo como o Memorial do Esquecimento”, diz o texto.

    Ainda de acordo com a coluna, a obra já custou R$ 26 milhões —cinco vezes mais do que o previsto inicialmente. Na quinta (12), a Polícia Federal indiciou 11 pessoas sob suspeita de crimes de associação criminosa, estelionato, falsidade ideológica, peculato, desvio, concussão e prevaricação nas obras inacabadas do memorial.