‘Seria oportuno?’, questiona deputado sobre possível candidatura de Wagner ao governo

    "O problema é saber se não seria mais conveniente trabalhar outro nome que pudesse significar renovação, abrir possibilidade de contemplar outros partidos"

    Foto: Izis Moacyr/Bahia.ba

    Questionado pelo bahia.ba sobre a movimentação (ainda tímida) pela composição da chapa majoritária governista para a sucessão de Rui Costa (PT) em 2022, o deputado federal Daniel Almeida, do PCdoB, avalia que talvez não seja ‘oportuno’ o PT lançar o senador e ex-governador Jaques Wagner à disputa – pelo menos não como cabeça de chapa.

    “Wagner é o mais experimentado. Não se tem qualquer dúvida a respeito da legitimidade, da capacidade, é o mais testado de todos. Foi governador e fez o sucessor. Está acima de qualquer suspeita. Esse não é o problema. O problema é saber se é oportuno, se não seria mais conveniente trabalhar um outro nome que pudesse significar renovação, abrir possibilidade de contemplar outros partidos que também almejam encabeçar uma chapa para esse espaço de alternância que é sempre muito salutar no processo democrático. A questão não é em relação ao nome de Wagner. Mas nenhum nome ganha sozinho, e nenhum é absoluto, ou inquestionável ou nome para ser apenas chancelado. No processo político, os nomes são postos a partir de projetos e oportunidades que cada momento apresenta. Pode ser que esse momento tenha outros caminhos que sejam mais adequados. Essa discussão ainda não foi feita.”

    Daniel Almeida (PCdoB) também reagiu à fala do colega de Congresso Cacá Leão (PP), que afirmou nesta terça-feira (16) que em um “momento oportuno” o Partido Progressista (PP) vai apresentar o nome do vice-governador João Leão como pré-candidato ao governo da Bahia em 2022. O deputado afirmou que não vê problema em o PP ou outro partido anunciar nomes e que o PCdoB também pode lançar uma candidatura própria até 2022.

    “O governador Rui Costa não vai para a reeleição, e, portanto, a colocação de nomes da base é natural. E eu considero natural por parte de qualquer partido que compõe a base fazer isso. Os demais partidos têm a mesma legitimidade para postular ou especular sobre nomes quanto o PT. Não vejo nenhum problema. Da mesma forma que o PT especula e define colocar um nome, os demais partidos também têm a mesma legitimidade para fazer.”

    Almeida afirma que, com o crescimento do PCdoB no estado, após as eleições municipais de 2020, é um pensamento do partido uma possível candidatura para o governo em 2022.

    “Nós podemos lançar uma candidatura própria na base do governo mesmo. Qualquer partido que lançar candidatura agora não está lançando fora da base. O PCdoB pode, sim, e vai analisar um momento apropriado se é conveniente e oportuno para lançar. O PCdoB considera legítimo o PT lançar um nome, ou falar de nomes, como o PSB, e o PCdoB pode apresentar um projeto para essa etapa e apresentar um nome. Isso faz parte das nossas reflexões. Até julho de 2022 tem muita água para rolar debaixo da ponte. O cenário nacional pode interferir muito. Não tem nada definido.”