Davidson destaca força de federação PT, PV e PCdoB, mas não descarta apoio a Geraldo Jr. em 2024

    Segundo o presidente do PCdoB, a federação ‘não tem uma posição sectária, no sentido de dizer que só pode ser candidato dela’

    Foto: Reprodução / Instagram

    Presidente do PCdoB na Bahia, o secretário do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), Davidson Magalhães, não descarta a possibilidade da Federação Brasil da Esperança – formada por seu partido, PT e PV – abrir mão de uma candidatura própria para apoiar uma eventual postulação do vice-governador Geraldo Júnior (MDB) à Prefeitura de Salvador, em 2024.

    “Ela [a federação] pleiteia, mas em saindo uma outra candidatura que unifique o grupo, como uma candidatura de Geraldinho, por exemplo, a federação irá apoiar, porque quem está coordenando esse processo é o governador Jerônimo”, afirmou o comunista durante conversa com jornalistas na manhã desta segunda-feira (16), na abertura da 20ª Semana Nacional da Ciência e Tecnologia.

    Na ocasião, ele lembrou que a federação estabeleceu critérios para as próximas eleições municipais, incluindo a força política, mas sem deixar de lado a unidade da base do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e o projeto do grupo para as grandes cidades da Bahia.

    “Olha, quem quer apoio também tem que estar disposto a apoiar. A federação estabeleceu dois critérios. Primeiro, ela se considera a força principal em Salvador, tem um maior número de vereadores, tem a maior força política. Junta, a federação foi quem teve mais votos em Salvador. Nós temos, inclusive, a candidata mais votada em Salvador do grupo de Jerônimo. De todo bloco que apoia Jerônimo, a candidata mais votada foi Olívia Santana. Então, são requisitos importantes pra eleição”, pontuou Magalhães, ressaltando, por outro lado, que estes não podem ser “critérios exclusivos”.

    “Esse critério da força da federação tem que estar junto com o critério da unidade e tem que estar somado a esse, o terceiro elemento, que é o projeto na Bahia das grandes cidades”, defendeu Davidson Magalhães, segundo o qual a federação “não tem uma posição sectária, no sentido de dizer que só pode ser candidato dela”, embora também tenha interesse na postulação.

    Apesar de apostar em uma solução negociada, ele rechaça veementemente a eventual indicação de um nome sem força suficiente para derrotar o prefeito Bruno Reis (UB) e classifica como erro comparar o cenário de 2024 em Salvador com a eleição de 2022, na qual Jerônimo derrotou ACM Neto (UB). “O critério é unidade e uma candidatura competitiva. Nós não podemos botar um candidato ou uma candidata que ao se lançar todo mundo já sabe que não vai ter viabilidade eleitoral”, defendeu.

    “Não se pode comparar com a realidade de Jerônimo, porque nós já tínhamos a hegemonia no estado, nós tínhamos três eleições. Quatro eleições consecutivas ganhando no estado é diferente de Salvador, onde nós perdemos as últimas duas eleições”, pontuou.