‘Debate da regulamentação das lanchas foi amplo’, diz Zé Neto

    "Houve essa tragédia agora, nós temos que investigar. Mas nas discussões o que se disse é que foi um marco, um avanço e tanto", afirma líder do governo

    Frase da vez

    “A vida é um sonho para o sábio, um jogo para o tolo, uma comédia para o rico e uma tragédia para o pobre.”
    Sholem Aleichem, escritor ucraniano de renome na Europa (1859-1916)

    Foto: Roberto Viana/Ag Haack/ bahia.ba
    Foto: Roberto Viana/Ag Haack/ bahia.ba

     

    Uma semana depois da tragédia de Mar Grande, o assunto continua aceso, a pautar das conversas de rodinhas a discursos de deputados, vereadores de lá e de cá, do prefeito de Vera Cruz, Marcus Vinicius, e autoridades em geral, sem faltar picuinhas que temperam o jogo político.

    Dono de casa na ilha, assíduo frequentador do pedaço, o deputado Zé Neto (PT), líder do governo na Assembleia, diz que, no processo de regulamentação das lanchas da travessia Mar Grande-Salvador, consumado em 2011, o que não faltou foram debates.

    – Houve essa tragédia agora, nós temos que investigar, com certeza. Mas nas discussões da regulamentação o que se disse é que foi um marco, um avanço e tanto.

    Ponto polêmico que na época rendeu muito tititi: por que no edital da licitação constava uma cláusula exigindo que as lanchas tinham que ser de madeira?

    Zé Neto disse que o fato também foi discutido. E chegou-se à conclusão: a tradição das lanchas deveria ser preservada, que na “clandestinidade” serviu à comunidade por quase meio século com acidente zero.

    Mas se disse na época que foi uma jogada para privilegiar os que lá já estavam. Quem ia ter lancha de madeira além deles?

    A tragédia enseja novos debates, está certo Zé Neto. Mas em se tratando de lanchas da travessia Mar Grande-Salvador não tem muito para onde correr não. Catamarã é um papo que já não deu. Então, é lancha ou ferry.