Defesa alega apagão e diz não ter dados de entrada de lobistas de armas

    O Ministério disse que registrou, de janeiro de 2019 a março de 2021, uma 'inconsistência no aplicativo que acessa o banco de dados'

    Foto: reprodução/Agência Brasil

    O Ministério da Defesa negou informações ao jornal Folha de S. Paulo sobre  a relação de lobistas e representantes do setor armamentista que visitaram a sede da pasta, em Brasília. O Ministério alegou um apagão em seu banco de dados para a recusa.

    Em resposta a um pedido da LAI (Lei de Acesso à Informação), a Defesa disse que registrou, de janeiro de 2019 a março de 2021, uma “inconsistência no aplicativo que acessa o banco de dados” e alegou que, por isso, não poderia fornecer os dados de visitas de lobistas e dos representantes no período.

    Foram encaminhados 28 nomes de lobistas e representantes do setor à pasta.

    “No que se refere às informações referentes ao período informa-se que constavam em sistema de controle de acesso que foi descontinuado por ter sido observada inconsistência no aplicativo que acessa o banco de dados, fato que gerava a possibilidade de corrupção dos dados armazenados”, disse a pasta.

    Documento obtido pela reportagem, no entanto, mostra a circulação de ao menos três representantes da indústria de armas e de entidades armamentistas na sede do ministério somente em 2019, período em que os dados foram negados.

    Essas informações constam em um pedido de acesso à informação mais antigo, feito pelo deputado Ivan Valente (PSOL-SP).