Defesa de Anderson Torres recorre de decisão para devolver salários à Polícia Federal

    Detido por 117 dias, ex-ministro da Justiça foi notificado sobre o ressarcimento de R$ 87.560,67 à corporaçãoo

    Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

    A defesa de Anderson Torres entrou com um recurso contra a devolução de salários do ex-ministro da Justiça à Polícia Federal (PF) durante o período em que esteve preso. Detido por 117 dias, Torres foi notificado sobre o ressarcimento de R$ 87.560,67 à corporação.

    Os advogados do ex-ministro de Jair Bolsonaro questionam o processo administrativo que tramita na Coordenação-Geral de Gestão de Pessoas da Polícia Federal. Um documento enviado à PF pela defesa de Anderson Torres é alegado que “a suspensão de vencimentos em virtude de prisão preventiva, sem o trânsito em julgado da sentença condenatória, atenta contra os princípios da presunção de inocência e da irredutibilidade dos vencimentos do servidor”.

    Segundo a Polícia Federal, a cobrança é devido a uma nota técnica do Ministério do Planejamento que determina a suspensão da remuneração de servidores públicos presos preventivamente. Anderson Torres é delegado da PF. Ele foi preso após uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), durante as investigações sobre os ataques antidemocráticos em 8 de janeiro. 

    O órgão deve encaminhar o texto da defesa de Anderson Torres à Advocacia-Geral da União (AGU).