Defesa de Chico Rodrigues diz que senador foi alvo de ‘terrorismo policial’

    Senador do Democratas foi flagrado pela Polícia Federal com dinheiro na cueca; defesa alega que valores eram para pagar funcionários

    Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

    A defesa do senador Chico Rodrigues (DEM-RR) afirmou nesta segunda-feira (19) que o parlamentar agiu de forma “impensada” depois de ter sido alvo de “terrorismo policial”. Os advogados do parlamentar afirmaram ainda que o dinheiro se destinava ao pagamento de funcionários da empresa da família.

    Na semana passada, o democrata foi flagrado pela Polícia Federal com dinheiro escondido nas nádegas. Rodrigues era vice-líder do governo de Jair Bolsonaro no Senado e deixou a função após a divulgação do escândalo.

    Na ocasião da operação, o senador era alvo de mandado de busca e apreensão de investigação que apura desvios de verbas públicas de combate ao novo coronavírus.

    “Foi uma reação impensada, de fato, mas tomada diante de um ato de terrorismo policial, sem que haja qualquer evidência de desvio em sua conduta. Ter dinheiro lícito em casa não é crime. O único ato ilícito deste caso é o vazamento dos registros da diligência policial arbitrária que ele sofreu”, diz a nota assinada pelos advogados Ticiano Figueiredo, Pedro Ivo Velloso e Yasmin Handar.

    Chico Rodrigues foi afastado do cargo pelo ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), por 90 dias. A decisão será deliberada pelo Senado, que poderá manter ou reverter a decisão. O presidente da Casa, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), ainda não se pronunciou sobre o caso.