Delação de Duque atinge em cheio petistas históricos

    Em depoimento ao juiz Sérgio Moro, na sexta-feira, ex-diretor da Petrobras antecipou detalhes do "propinoduto" que teria abastecido contas do PT e finanças particulares de seus dirigentes

    Renato duque (Foto Divulgação)

    Caso consiga assinar o acordo de delação premiada com a força-tarefa da Operação Lava-Jato, o engenheiro Renato Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobras, pode detonar o que ainda resta da estrutura do Partido dos Trabalhadores no Brasil. Em depoimento ao juiz Sergio Moro na última sexta-feira (5), o ex-executivo da estatal sinalizou que possui farta munição, acumulada em quase uma década, e que esse arsenal atinge em cheio os governos dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

    Como deixou transparecer em sua oitiva, cabia a Duque o estratégico papel de gerenciar propinas que teriam abastecido o caixa do PT nesse período.  Ele garante, entretanto, que o dinheiro sujo proveniente de contratos fraudulentos da Petrobras não era direcionados apenas às contas do partido, mas serviu também para inflar as finanças pessoais de petistas ilustres como José Dirceu, Antonio Palocci e o próprio ex-presidente Lula.

    A lista de beneficiários é extensa, antecipou Duque. Pelo que ele disse a Moro, na sexta, a revelação desses segredos inconfessáveis só depende agora do Ministério Público Federal (MPF). Além de seu próprio testemunho, o ex-diretor da Petrobras diz possuir documentos, fotografias e registros de viagens que comprovam as denúncias. Com informações da Veja.