Publicado em 01/06/2016 às 06h30.

Delação de ex-presidente da OAS trava após ele inocentar Lula

O empresário começou a negociar um acordo de delação em março e, três meses depois, não há perspectivas de que o trato seja fechado

Redação
(Foto: Dida Sampaio / Estadão)
(Foto: Dida Sampaio / Estadão)

 

As negociações do acordo de delação do ex-presidente e sócio da OAS Léo Pinheiro, condenado a 16 anos de prisão, travaram por causa do modo como o empreiteiro narrou dois episódios envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A freada ocorre no momento em que OAS e Odebrecht disputam uma corrida para selar a contribuição premiada. Segundo Pinheiro, as obras que a OAS fez no apartamento tríplex do Guarujá (SP) e no sítio de Atibaia (SP) foram uma forma de a empresa agradar a Lula, e não contrapartidas a algum benefício que o grupo tenha recebido.

O empresário começou a negociar um acordo de delação em março e, três meses depois, não há perspectivas de que o trato seja fechado. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, Pinheiro narrou que Lula não teve qualquer papel na reforma do apartamento e nas obras do imóvel rural. O reparo da chácara, de acordo com o empresário, foi solicitada em 2010, no último ano do governo Lula, por Paulo Okamotto, que preside o Instituto Lula. Okamotto confirmou à PF que foi ele quem pediu as obras no sítio.

Já a reforma no tríplex do Guarujá, pela versão de Pinheiro, foi uma iniciativa da OAS para agradar ao ex-presidente. A empresa gastou cerca de R$ 1 milhão na obra, mas a família de Lula não se interessou pelo imóvel, versão igual à apresentada pelo petista.

Temas: oas , leo pinheiro

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