Deputada cobra cartas de alforria integrantes do acervo da Fundação Palmares

    'Objetivo é realmente destrutivo', afirmou Alice Portugal sobre polêmica do acervo do órgão da Secretaria Nacional de Cultura

    Foto: Jamile Amine/bahia.ba

    A deputada federal Alice Portugal (PCdoB), que é presidente da Comissão de Cultura da Câmara, cobrou da Fundação Palmares as cópias das cartas de alforria que fazem parte do acervo do órgão. A parlamentar baiana, em conversa com o bahia.ba, contou que solicitou os documentos mas a fundação não teria encontrado o material.

    “O objetivo é realmente destrutivo”, disparou a deputada, relatando que fotos e quadros do órgão estariam em estado de conservação precário. No final de semana, após ser proibido pela Justiça de doar livros, o presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo, disse que criaria um setor na nova biblioteca em que colocaria obras “desviantes da missão institucional” e seria intitulado “acervo da vergonha”.

    Alice Portugal rebateu destacando que tanto o governo estadual baiano como a presidência da Câmara dos Deputados se prontificaram a receber estes livros. A Fundação Palmares é vinculada à Secretaria Nacional de Cultura, do Ministério do Turismo.

    A deputada disse ainda que o legislativo deve votar, no retorno aos trabalhos em fevereiro, duas leis ligadas a cultura: a Paulo Gustavo – que destina R$ 3,8 bilhões para atenuar os efeitos da pandemia no setor cultural – e a lei Aldir Blanc II, que cria um fomento permanente na área

    “É uma política de recursos para a cultura do país, como fizemos com a educação com o Fundeb. São leis difernetes e complementares”, explicou Alice. “Espero que comisso a gente consiga neutralizar um pouco essa sanha persecutória da S3ecretaria Nacional de Cultura com os fazedores de cultura no Brasil.”