Deputada critica uso de IA em produção de materiais didáticos para escolas estaduais de SP

    Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, determinou a utilização do ChatGPT para a confecção do material

    Foto: Billy Boss/Câmara dos Deputados

    A deputada federal Erika Hilton (PSOL) rechaçou a decisão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) de usar a ferramenta de inteligência artificial Chat GPT para produzir o material didático para todas as escolas da rede estadual paulista. A parlamentar se manifestou via publicação no X (antigo Twitter).

    No mundo todo se debate os danos que as IAs como o ChatGPT podem causar à educação. Mas aqui em SP, Tarcísio de Freitas quer que o ChatGPT seja o próprio professor. Que tal trocarmos o Governador pelo ChatGPT? Afinal, uma proposta dessas já é de uma inteligência sub-humana”, declarou Hilton nesta quarta-feira (17).

    Na plataforma, a deputada comentou ainda sobre a necessidade do debate sobre a regulamentação do uso de inteligência artificial. “precisa ser feito urgentemente e com seriedade”, complementa. 

    As orientações da nova medida, de acordo com a Folha de S. Paulo, já foram enviadas aos professores. No texto, é informado que a IA vai gerar “a primeira versão da aula com base nos temas pré-definidos e referências concedidas pela secretaria”. 

    A orientação para a atualização do Chat GPT foi do secretário de Educação, o empresário Renato Feder. A justificativa usada foi para acelerar a produção do material didático para cerca de 3,5 milhões de estudantes da rede estadual.