Deputada diz que incômodo do PCdoB com governistas é assunto ‘superado’

    Presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Maria del Carmen (PT), será responsável por comandar a sabatina dos candidatos ao TCM na terça-feira (5)

    Foto: Jorge Jesus/bahia.ba

    A um dia da sabatina dos candidatos a vaga de conselheiro no Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), a deputada estadual Maria del Carmen (PT), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), afirmou que a tensão do PCdoB com os demais deputados é um assunto “superado”. Sem levantar bandeira para os postulantes, a parlamentar se limitou a afirmar que “dará tudo certo”.

    “A gente deverá ouvir os dois candidatos. Cada um vai apresentar suas propostas, seus projetos e analisar seu currículo de vida. A gente tem certeza de que dará tudo certo. Será escolhido aquilo que a maioria do plenário do quórum de deputados aprovarem”, disse ao bahia.ba, após inauguração do Hospital Ortopédico da Bahia, no bairro do Cabula, em Salvador, nesta segunda-feira (4).

    A corrida para vaga deixada pelo conselheiro Fernando Vitta, em dezembro, conta com a candidatura do deputado Paulo Rangel (PT) e o do ex-presidente da Casa, Marcelo Nilo (Republicanos). O deputado Fabrício Falcão (PCdoB) também chegou a se lançar para o pleito, no entanto, não obteve assinaturas suficientes para lograr o nome para disputar a cadeira.

    As tentativas frustradas de Falcão para se lançar ao cargo, por sua vez, virou alvo de reclamações dos comunistas. Isso porque, a legenda que abriga o parlamentar relembra que a não candidatura dele quebra um acordo do governo com o correligionário. Além disso, a sigla interpretou a falta de quórum da reunião da Mesa Diretora, em que poderia consagrar a inscrição do deputado para a Corte de Contas, como “rolo compressor” governista.

    Para a presidente do colegiado mais importante do Legislativo, a reivindicação do colega foi “justa”, no entanto, “os demais deputados também tinham outra proposta de representação no Tribunal de Contas do Município. E é normal”, concluiu.