Deputada descarta adesão do Republicanos ao governo Lula: Não é ventilado pela diretoria

    De acordo com Rogéria Santos, a legenda continuará na posição de "independente e de não participação do governo"

    Foto: Jorge Jesus/bahia.ba

    Em meio à reforma ministerial do governo Lula (PT) para abrigar partidos do Centrão, a deputada federal Rogéria Santos (Republicanos) descartou, por ora, a possibilidade de uma eventual adesão da legenda à gestão do petista. De acordo com a parlamentar, a hipótese não é “ventilada pela diretoria nacional” do partido.

    “Como eu sou também do centro da política em Brasília, eu lhe digo que a palavra do Republicanos, na pessoa do nosso presidente nacional, deputado federal Marcos Pereira (ES) é de que o Republicanos é independente e que não tem nenhuma conversa para base do governo. Isso nem é ventilado pela diretoria nacional do partido”, afirmou a parlamentar, na manhã desta sexta-feira (3), durante autorização para construção da Arena Capoeira, no bairro do Comércio, em Salvador.

    Segundo Rogéria, o partido se mantém firme na decisão de não integrar a base petista no Congresso Nacional. “As últimas reuniões que tivemos na bancada do Republicanos é sempre muito coesa essa posição de independência e de não participação do governo Lula”, salientou a deputada.

    O Palácio do Planalto está reorganizando os ministérios para abrir espaço e nomear integrantes do centrão na base do governo, a fim de ampliar a votação no Congresso Nacional. Conforme circula nos bastidores, a gestão nacional pode criar um novo ministério para favorecer a sigla. Apesar dos acenos do governo Lula (PT), o partido segue resistente em aderir aos governistas.

    Caso Zambelli

    Em entrevista ao bahia.ba, a deputada federal também comentou sobre a operação de busca e apreensão contra a sua colega de Parlamento, Carla Zambelli (PL-SP). Na oportunidade, Rogéria Santos não se aprofundou sobre o assunto e evitou falar sobre a possibilidade de cassação da parlamentar.

    “Esse tipo de ação é comum quando se tem um processo de investigação. Por vezes, as formas acontecem indevidamente. […]. Se ela não tem nada a temer, como eu acredito que não, vai ficar provado e tudo será esclarecido. […]”, disse. “Eu prefiro não me pronunciar sobre essa questão até porque não cabe a mim o julgamento desta ação. Porém, não estou acompanhando o caso, pormenorizado”, concluiu a parlamentar.