Deputado diz que comunidades quilombolas ficaram seis anos abandonadas

    Valmir Assunção aponta que governador Jerônimo Rodrigues está empenhado no caso Mãe Bernadete

    Foto: Jorge Jesus/bahia.ba

    Em entrevista ao bahia.ba nesta segunda-feira(18), o deputado federal Valmir Assunção (PT-BA), voltou a criticar a “falta de políticas públicas” para as comunidades quilombolas nos últimos anos antes do atual mandato do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    “A questão do terreiro de Pitanga dos Palmares é uma realidade que nós temos no Estado e temos em diversos quilombos, que já deveriam ter sido titulados e não é só na Bahia, é em todo o Brasil. Lógico que isso nós temos que contar que tivemos seis anos de abandono de uma política efetiva, no Brasil, de titulação dessas áreas, isso também é bom pontuar”, afirma o parlamentar.

    O deputado ainda acrescenta que o governo do Estado segue empenhado para elucidar o homicídio de Mãe Bernadete, que completou um mês nesse domingo (17) e que pode ter a investigação prorrogada.

    “O governador Jerônimo [Rodrigues] … o que o Secretário de Segurança Pública colocou recentemente, que tinha prendido três pessoas envolvidas no assassinato da mãe Bernadete, e por outro lado, o processo de investigação estava muito avançado, de conclusão desse processo. Lógico que isso mostra justamente a preocupação do governador Jerônimo nesse caso para resolver essa questão. Mas o problema dos quilombolas é um problema muito sério que nós temos no Brasil. Governo Federal em parceria com o governo do Estado e com as organizações, tem que criar um mecanismo que possa titular as áreas e ao mesmo tempo ter moradia, ter crédito, ter infra-estrutura. Ou seja, aqueles e aquelas que ajudaram a construir esse Brasil, não podem ainda viver na situação que nós estamos vivendo, uma perseguição por parte dos ricos desse Brasil, por outro lado, falta de assistência da união, essa situação nós não podemos conviver mais”, finaliza Assunção.