Deputado federal coleta assinaturas para ‘CPI do Arroz’

    'Depois do Mensalão e Petrolão, podemos ter o Arrozão do PT', afirma Luciano Zucco

    Foto: Câmara dos Deputados

    Luciano Zucco (PL-RS), deputado federal, iniciou a coleta de assinaturas para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o leilão para a compra de arroz importado realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) que ocorreu última quinta-feira(6). Ele afirma que há indícios de possível fraude na condução do processo. A informação é de uma reportagem da Revista Oeste. A Revista Oeste aponta que entre as denúncias, o possível uso de empresas de fachada. O caso que chama mais a atenção é o da principal vencedora do leilão, a empresa Wisley A. de Souza.

    “Uma semana antes da realização do leilão a empresa possuía um capital social de apenas R$ 80 mil, totalmente incompatível com a garantia necessária para entrar na disputa”, disse o parlamentar. “Na véspera, esse capital é convenientemente alterado para R$ 5 milhões. Temos um fato determinado e vamos a fundo nas investigações. Depois do Mensalão e Petrolão, podemos ter o Arrozão do PT”.

    A Revista do Oeste ressalta que na última quinta-feira (6), a Conab realizou um leilão em que conseguiu firmar a aquisição de cerca de 263 mil toneladas de arroz. Conforme mostrou uma reportagem de Oeste, a Wisley A. de Souza citada Zucco tem o nome fantasia “Queijo Minas” e atua na região central do Macapá, a capital do Estado do Amapá.

    No leilão da Conab, essa empresa que comercializa queijos conseguiu um contrato para importar 147,3 mil e receber em troca R$ 736,3 milhões. A Conab firmou contratos para aquisição de quase 264 mil toneladas de arroz no leilão de quinta-feira. Ao todo, quatro empresas conseguiram os lotes. Além da Wisley, também estão nessa lista: Zafira Trading (73,8 mil toneladas), ASR Locação de Veículos e Máquinas (112,15 mil toneladas) e Icefruit (98,7 mil toneladas), acrescenta a Revista Oeste.

    Ainda segundo a matéria da Revista Oeste, a companhia alega que o leilão é necessário para evitar o desabastecimento e o impacto econômico com o desastre causado com a enchentes no Rio Grande do Sul. Contudo, os números da própria Conab mostram que a maior parte da colheita ocorreu antes das inundações e que a safra gaúcha de arroz será maior que a anterior.