Secretário responde Bruno Reis sobre linhas de ônibus e tarifa, e defende governador

    Para Afonso Florence, o prefeito quer desviar a atenção do aumento da tarifa dos ônibus urbanos

    Foto: Gabriela Araújo / bahia.ba

    Em nota enviada ao bahia.ba na noite desta quarta-feira (8), o secretário da Casa Civil, Afonso Florence (PT-BA), rebateu a declaração do prefeito Bruno Reis (União Brasil) sobre o corte de linhas e em relação ao aumento da tarifa do metrô – administrado pelo Estado, em Salvador.

    Mais cedo, o chefe do executivo municipal respondeu às críticas do governador Jerônimo Rodrigues (PT) sobre a gestão do transporte público da capital.

    Para Florence, o prefeito quer desviar a atenção do aumento da tarifa dos ônibus urbanos. O deputado licenciado explicou por qual razão as linhas de ônibus deixaram de circular. “Não é verdade que o corte de linhas seja por causa do Metrô, ao contrário, os cortes da prefeitura tem mais relação com a implantação do BRT, que é da própria prefeitura.”

    O petista defendeu a ação do governador Jerônimo em relação ao planejamento do Executivo estadual. “A reestruturação do sistema foi planejada com a prefeitura que definiu quais linhas de ônibus seriam modificadas, quais extintas, ou criadas. A prefeitura não implantou o planejamento, o que prejudica a população. Um dos problemas que essa inoperância da prefeitura na implantação da reestruturação das linhas causa é a tarifa de ônibus mais cara. Permanecem linhas com grandes extensões, seus custos mais caros são pagos pelos usuários na tarifa”, declarou Afonso.

    O titular da Casa Civil negou que o Estado fique com a maior fatia da tarifa. “O metrô, e sua integração com ônibus, garante tarifa única para mais viagens para toda a cidade. Não é verdade que o estado fique com a maior parte da tarifa. Ao contrário, o Estado complementa os valores para a concessionária do metrô para manter a tarifária barata”, explicou Florence.

    “O compromisso dos governadores Wagner, Rui e Jerônimo com a tarifária barata é comprovado pelo fato de que a de Salvador é a menor do Brasil. Inclusive, é mais barata que a dos ônibus municipais que o prefeito aumentou ainda mais”, concluiu o petista.