Deputado vê exagero em clima eleitoral e diz que PL da Anistia ‘não vai avançar’

    Para Daniel Almeida, os atores políticos vão ficando mais conectados com a eleição

    Foto: Luana Neiva / bahia.ba

    O deputado federal Daniel Almeida (PCdoB-BA) comentou sobre o clima tenso na Câmara dos Deputados no ano que antecede as eleições de 2026. Questionado sobre pautas importantes travadas no Congresso, o parlamentar reconheceu que a aproximação do período eleitoral torna o ambiente mais político, mas classificou o movimento como “uma antecipação exagerada”.

    Ele também falou sobre o processo de anistia aos presos envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. As declarações foram dadas nesta quinta-feira (27), durante a inauguração do novo pavilhão de Oncologia do Hospital Aristides Maltez, em Brotas, Salvador.

    Para Daniel, os atores políticos vão ficando mais conectados com a eleição. Ele citou debates sobre chapas e candidaturas e afirmou que tudo isso “faz parte do ambiente político eleitoral”.

    “Ainda temos um tempo para a eleição acontecer e as pessoas só falam nisso. Vejo que as forças políticas vão se definindo no Congresso, na sociedade e nas disputas partidárias. O Congresso acaba refletindo isso”, avaliou.

    “O perfil do Congresso é conservador, e o presidente Lula tem um perfil mais à esquerda. Em algum momento isso passa por uma acomodação. Espero que isso se defina ainda este ano para que, no próximo, a gente toque as coisas em favor do Brasil e que cada campo político se organize onde considera mais adequado”, completou.

    O deputado criticou a atuação da Casa. “Não é aceitável uma instituição da República querer assumir o papel de outra instituição”, disse.

    “O presidente do Congresso querer assumir a prerrogativa de indicar um nome para o Supremo Tribunal Federal (STF) não está certo. A prerrogativa é do Executivo. Há uma extrapolação de atribuições que não é boa para a democracia. Espero que as pessoas se convençam disso e cada um cumpra seu papel”, afirmou.

    Sobre o PL da anistia, Daniel foi direto: “Não vai avançar”. Ele justificou: “É um tema que considero morto. Quem foi condenado, foi condenado com provas, com amplo direito de defesa. Cabe ao Judiciário apreciar esse tema. A disputa política será no período eleitoral do ano que vem, não no Congresso agora”.