Deputados apontam ‘enfraquecimento’ de Lira em derrota sobre prisão de Brazão, diz colunista

    Ao longo de duas semanas, os dois trabalharam nos bastidores para que houvesse uma medida intermediária que garantisse aos deputados o direito de dar a palavra final nas prisões de parlamentares, sem abrir um precedente perigoso com a manutenção dela

    Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

    A condução do presidente da Câmara Federal, Arthur Lira (PP-AL), e do líder do União Brasil na Casa, Elmar Nascimento, na votação que manteve a prisão de Chiquinho Brazão está sendo interpretada por deputados como uma demonstração de “enfraquecimento” da dupla no Legislativo (Elmar é o candidato de Lira na disputa à presidência da Câmara). A informação é da coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo.

    De acordo com o colunista, ao longo de duas semanas, os dois trabalharam nos bastidores para que houvesse uma medida intermediária que garantisse aos deputados o direito de dar a palavra final nas prisões de parlamentares, sem abrir um precedente perigoso com a manutenção dela.

    Às vésperas da votação, Elmar fez uma reunião com a bancada do União Brasil onde deputados proferiram duras críticas a Alexandre de Moraes, inclusive, com direito a uma fala enfática de Dani Cunha de que “amanhã pode ser qualquer um de nós”.

    Após a reunião, Elmar orientou a bancada do União a votar a favor da soltura de Brazão, mas só 23 dos 58 deputados seguiram sua recomendação. O restante o contrariou, absteu-se de votar ou se ausentou.

    Na visão de deputados, o timing da votação, que demorou duas semanas para acontecer, fez com que aumentasse o desgaste em torno do assunto, consolidando Brazão como mandante do assassinato, o que impediu 277 parlamentares de votarem contra soltura dele.