Deputados brigam na Câmara após provocação de bolsonarista sobre morte de Marielle; veja

    A sessão precisou ser encerrada pela Mesa Diretora

    Foto: Reprodução/YouTube

    Uma confusão tomou conta do plenário da Câmara de Deputados, nesta terça-feira (26). Parlamentares de esquerda e de direita brigaram mais uma vez em razão da discussão sobre a morte da ex-vereadora do Rio Marielle Franco, morta em 2018. A sessão foi interrompida pela Mesa Diretora.

    “Tá aqui quem mandou matar Marielle”, disse Delegado Éder Mauro (PL-PA), enquanto exibia a imagem. “Vocês vão ter que arrumar outro defunto para poder atribuir a Bolsonaro. Porque esse defunto que está aí é de vocês.”

    Enquanto delegados do PSOL, partido da ex-vereadora, protestavam, Delegado Caveira (PL-PA) então pegou a imagem das mãos de Éder Mauro e exibiu na cara de Tarcísio Motta (PSOL-RJ).

    A troca de ataques entre deputados de esquerda e direita se alongou. “Vocês vão para a cadeia”, disse Tarcísio. “Vocês comunistas que mataram Marielle”, rebateu Éder Mauro.

    Entenda – Por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Federal deflagrou no domingo a Operação Murder Inc, que prendeu de forma preventiva o deputado federal Chiquinho Brazão (sem partido-RJ), seu irmão Domingos, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), e o ex-chefe de Polícia Civil do Rio Rivaldo Barbosa. Os três são suspeitos de serem os mandantes do crime.

    Nesta terça-feira, a CCJ adiou a votação sobre a chancela da Câmara à prisão do parlamentar, por um pedido de vista de deputados do Novo, do PP e do Republicanos. A votação deverá acontecer agora apenas em abril. Cabe ao colegiado e o pleno da Câmara aprovar a detenção de Chiquinho Brazão.

    Não é a primeira vez que Éder Mauro provoca deputados do PSOL usando o nome de Marielle. Há duas semanas, na Comissão de Direitos Humanos da Câmara, ele falou que Marielle “acabou”, provocando um tumulto tão grande que a sessão precisou ser também encerrada.

    Veja a confusão: