‘Adeptos’ de Geddel e Wagner trocam críticas na Assembleia

    Aliados do governador criticaram atuação do ministro Geddel Vieira Lima no caso La Vue; opositor Targino Machado disse que Rui ficou "de cócoras" ao dar cargo a Wagner

    Assembleia Legislativa da Bahia (Foto: Mateus Pereira/GOVBA).

    Os deputados estaduais baianos trocaram críticas nesta terça-feira (22), em sessão esvaziada, sobre a denúncia contra o ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) no caso La Vue e a nomeação do ex-governador Jaques Wagner (PT) como coordenador do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (Codes), órgão ligado ao gabinete do governador.

    O deputado Bira Corôa (PT) cobrou investigação de Geddel, a quem acusou de posar de “paladino da moralidade”. “Quem conhece Geddel sabe que o aconselhamento dele é uma grande tempestade, um trovão, um atropelo, e a prova é a situação em que o ministro da Cultura se colocou, tendo que pedir afastamento do cargo para não ceder às pressões”, afirmou o petista.

    Em seguida, o deputado Targino Machado (PPS) subiu à tribuna para dizer que os “adeptos de Wagner” venceram uma “queda de braço” contra “os adeptos de Rui”. “O governador Rui Costa cedeu, nomeou o ex-governador Jaques Wagner e colocou o seu governo de cócoras. Será que estamos esquecidos de que o ex-governador é multiplamente citado na Lava Jato?”, questionou Targino, um dos maiores opositores ao governo Wagner.

    A deputada Luiza Maia (PT) rebateu: “O debate não é esse, deputado. A vinda do ex-governador para assumir um espaço no governo está incomodando e já está amedrontando. Ele ganhou duas no primeiro turno e contribuiu com a eleição de Rui. Vamos fazer a disputa das ideias. Se não for por aí, a gente vai fazer a mesma coisa com as denúncias em torno do seu ministro Geddel”, disse. Sem quórum para continuidade, a sessão foi encerrada antes das 16h.