‘Derrota desnecessária’, diz Maia sobre interesse do governo em recriar CPMF

    Para Maia, a reforma tributária é necessária para melhorar o ambiente de negócios, mas não há espaço para aumentar carga tributária

    Foto: Najara Araújo/ Agência Câmara

    O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que o Palácio do Planalto poderá ser derrotado, caso insista em propor uma nova CPMF. A declaração foi feita nesta terça-feira (7), em live promovida pela Genial Investimentos.

    No entendimento do parlamentar, não há espaço para aumentar a carga tributária do país. Por outro lado, Maia reforçou a necessidade de uma reforma tributária para melhorar o ambiente de negócios e retomar a economia do país no pós-pandemia.

    “Estou otimista em relação à pauta, mas o governo precisa encaminhar as propostas. Se o governo quiser mandar a CPMF, que encaminhe, vai ser uma derrota desnecessária”, afirmou o presidente da Câmara.

    Na conversa, Maia também criticou a inércia do Executivo quanto ao pós-pandemia – nem sobre cabotagem ou reforma administrativa. Quanto ao assunto, no domingo (5), o ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciou que o governo deve fazer quatro privatizações nos próximos 90 dias.

    A medida, no entanto, não deve ser aprovada em ano de pandemia e eleições. Para Maia, a venda dos bancos públicos não deve ser uma agenda do Palácio do Planalto, e a privatização da Eletrobras não tem apoio do Senado.